3.7.12

OpChina012 #2 os videos

Começamos pelo mais importante - pelo countdow: faltam 24 dias
E assim sendo, uma pessoa começa a pensar nas coisas importantes da viagem. Por exemplo, no video.
Não tenho qualquer tipo de habilidade visual. Não faço os planos mais bonitos do mundo. Não tenho visão, nem jeito para a fotografia. Mas trabalho numa televisão, dammit, é normal que tenha algum tipo de amor pela coisa.
Gosto de montar, de pensar na estrutura, no conceito e nas músicas... E como sou uma rapariga de metas, la me pus a buscar inspiração.  Este é o meu TOP

Há o classico Matt



Um face lapse. Mas só se o Nitos deixar crescer a barba



E queria tentar MESMO esta técnica, mas não prometo que saia alguma coisa dai...



Alguma outra proposta?

29.6.12

OpChina012 #1

Eu vivo num "pais" onde agora, em pleno verão, estão 22 graus. E, portanto, começam as dúvidas: Que tipo de roupa se veste quando um mochileiro viaja a 40 graus?

28.6.12

Operação China 2012

A i diz que não podemos dizer isso. Que não vá ser que venha o governo e boicote a nossa viagem. Não vá ser que achem que somos uma ameaça para a paz do país.
Fala-nos de transferencias bancárias com taxas de 25 euros. De cartões de crédito que não funcionan, de vistos que parece que estamos a pedir a nacionalidade.
Nós rimo-nos e ela diz que não temos noção.
Do calor. Das dificuldades da língua. Da vida do outro lado do mundo.
E nós não temos. Nem queremos ter. Ela também não. Descobriremos quando lá chegarmos.
Começa assim a Operaçao China 2012. Sem ameaças e sem medo. Porque somos só nós. 3 gatos pingados. Três mochileiros com bilhetes de avião.

28.5.12

Espiral negra

Um dia não vais ao ginásio e no seguinte pensas: "Se já não fui ontem...".
Aí começa a espiral. Hoje não porque estou cansada. Amanhã, pequeno almoço com as amigas, no próximo, supermercado e sexta-feira-é-dia-de-descansar. De que vale ir no sábado se já sei que no domingo não vou? E a segunda de manhã toda a gente sabe que ainda conta como fim de semana.
Para mim esta é a metáfora da vida. Porque lutar contra essa espiral tentadora é, basicamente, viver.


25.5.12

Um livro

- Para que é que serve um livro, Gonçalo M Tavares?
- Para alterar a velocidade normal.

In Pessoal e Transmisivel 

22.5.12

ganhar e perder


En jornalismo falamos muito disso. De ganhar e de perder. Ganhamos um leitor com um bom lead e perdemos quando fazemos frases impossíveis.
Ganham-se aliados e perdem-se fontes.
Às vezes só com um erro ortográfico, uma gralha, um adjectivo (esses inimigos). É um jogo de vida ou morte. Uma palavra simpatica e fidelizamos, uma boa reportagem e reservamos um lugar na caixinha dos recortes, na pasta do computador, no arquivo do MP3. Um plano errado e não voltam a carregar no botão do nosso canal.
Em espanhol há uma expressão. Las cosas se te cruzan. De repende, um dia, alguém te diz alguma coisa, faz um gesto, um olhar, um comentario... e “se te cruza”. Perdeste-a. Ou ela perdeu-te.
Cada vez sou mais assim, pessoa de instinto. Cada vez vejo mais a vida como um lead. Um jogo de ganhar ou perder. Uma batalha de palavras e gestos sedutores. 
“Aquí perdeste-me”, diziam-me os chefes quando corrigiam os meus textos.
E eu pensava: tem de haver mais do que isso. 

18.5.12

Ouvido na aula de italiano

"Domani finiremo con il futuro"
E assim uma aula de gramática virou uma dissertação sobre a vida.

Emigrante

14.5.12

Beber laranja

Foi assim, com um anúncio de 1916, que as pessoas começaram a "beber laranja" no Ocidente.


Eu honro este anúncio todas as manhãs.

Via Brief do Lombo

11.5.12

(mentira)

Os políticos dizem mentiras e nós mentimos quando falamos dos políticos. Os economistas mentem quando dizem que sabem o que fazem e nós mentimos quando acreditamos neles. Então os chefes de governo mentem quando anunciam que as suas medidas vão "acabar com os problemas do país", e nós mentimos com o nosso voto de confiança. Depois mentimos, o omitimos, e dizemos que o voto é secreto. 
Voltamos a mentir quando acusamos os outros de corruptos, mas todos já pedimos "faça -me o preço sem factura". 
Eles mentem quando dizem que são "reformas" e não "recortes" e nós chamamos isso de eufemismos: o que é uma mentira. Mentimos quando dizemos que "fazemos jornalismo" e mentimos quando estamos a informar. E quando nos perguntam por quê, sempre temos uma boa razão (mentira). 
E então perguntamo-nos ¿Como seria o mundo sem mentiras?
Pergunta mentirosa.
Ninguém quer saber essa resposta.