Colchão da felicidade

Desde que comecei a trabalhar estabeleci um objetivo principal e prioritário para o meu dinheiro. Conseguir juntar as poupanças necessárias para viver durante um ano sem trabalhar.
E dizem vocês, "que menina precavida, pensando no futuro e organizando-se para não passar dificuldades".
Não.
Esta menina é precavida, mas a sua poupança é, na verdade, uma das suas maiores excentricidades.
O conceito é o seguinte:
Trabalhar sucks. Trabalhar por obrigação sucks even more.
E é aí que entra o meu "colchão da felicidade".
Acordar um dia e pensar "não quero ir trabalhar, não quero, não quero", "não gosto do meu trabalho, 'tou farta de tudo isto". E então, no meio desta espiral negra que costuma invadir-me entre o despertador e o banho, há um grilo feliz que me sussurra: "Se não quiseres ir trabalhar não precisas, pedes a conta e durante um ano podes fazer o que te apetecer".
E, de repente, um sorriso e um suspiro: "'Ta bem va,  hoje vou trabalhar, mas quem sabe amanhã...."
Assim passam os dias e aguenta-se melhor a rotina, com um grilinho da consciência que depois de cada discussão com o chefe ou problemas com o directo, te sussurra: "se quiseres...."
Chamem-lhe tortura psicológica ou desperdicio de dinheiro, eu não me importo.
Já sei que talvez eu nunca o faça, deixar tudo e mudar de vida, mas saber que essa possibilidade existe é o meu colchão da felicidade.



Cilantro

Na nossa casa cresce um Cilantro. Agora precisamos de uma receita para usa-lo.


Espeto de pau

Ganhamos a vida comunicando e, no entanto....
Às vezes é tão difícil comunicar.

Rebel.

Já não somos rebeldes sem causa, revolucionários insatisfeitos. Não somos rebeldes de todo. Mas continuamos insatisfeitos. Insatisfeitos do verbo quero-mais, quero-crescer, quero-mudar. Insatisfeitos porque nos ensinaram que podíamos conquistar o mundo. E nós acreditámos. Depois não digam que a nossa educação não valeu para nada.
E então encontramo-nos. Três rebeldes resignados. Com as nossas vidas de casa-trabalho, e as nossas pequenas escapadas para fazê-la mais feliz. E somos felizes. À nossa maneira. Um tem uma varanda no meio da cidade, o outro luta Air wrestling wth fire e ela... bem, ela não vem ao caso.
E de repente é tudo como antes. Já não somos gente crescida, não temos de pagar contas nem limpar a casa. Dar atenção ao namorado e seguir a dieta do jantar. Somos rebeldes outra vez. A diferença é que agora jogamos bingo.
Rebel Bingo.

Mafalda #2

E um clássico entre todos os jornalistas =)

Mafalda

Já sei que o seu criador diz que não é hoje o aniversário da Mafalda. Mas não preciso de motivos para partilhar um dos meus preferidos.

Plano de leitura

Por enquanto vou com este.Em breve, comentários.

Keep Calm

& Carry On.

Inspire confidence in difficult times.

fantasPorto

Na volta fizemos um Top. Esse clássico.

Havia grandes candidatos e outros um pouco pretenciosos. Aquele momento de tensão em que a senhora grita:

- Ligue os minimos!

Eu, tremendo, giro mais o botão.

- Não, os mínimos!

Cara de desespero.

- Estão ligados?

Assim começou o pesadelo que acabou em gargalhadas e beijinhos ao Sr. Carro que já tem 12 anos e tantos "aprovados" na inspeção lusa.

As ditas gargalhadas subiram para o pódio, mas logo veio o hotel com varanda, sem barulho e ducha quentinha. Fez-se acompanhar por uma power nap ronhenta e um jantar com direito a dois golos, jornalista da TVI e até um "vivó Porto, vivam as francesinhas". Aquela parecia ser uma noite Top, mas não tinha nem começado. Fomos andando, seguindo, e de repente: Mexe. MexePipocas, MexeFanfarra, Mexegentenarua. Era o Mexefest e nós, sem saber, estávamos lá. Animados, resolvemos tentar a sorte. Uma loja de gomas. Ele nunca me tinha oferecido gomas. Eram gomas medicinais, dizia, mas soube a xarope de ferias perfeitas. Mexenoite pró Top e os outros highlights a roer-se de inveja. Mas as férias nem tinham começado. Houve uma luta de Pães Quentes, uma tarde musical e um passeio à beira-rio. Um almoço descoberto ao acaso. Ele tem olhinhos, sempre soubemos disso. Olhinhos de almoço e olhinhos de Sr. Brunch com direito a ideias de negócio e reflexões sobre a vida. No Top entram descobrimentos como aquele Porto que tomámos para levar o bar à falencia. E também aqueles achados antigos: Uma noite Antonada que como sempre, não desilude.

E então gritam os outros que é injusto. Que não falámos dos dedinhos, da livraria, da caipirinha com sabor a chá. Uma petição para alargar o prazo. Para incluir aquela noite de cocktail, queijinho picado e sopa quente. Quer entrar para a lista aquele abraço roubado e a palavra dita entre sonhos e repetida de manhã (just in case). Mas nós somos estritos e conciliadores. A lista está fechada, mas os Tops são infinitos.

PORTONIC

40% de Porto Branco
60% de Água com gás
Muito gelo
Uma rodela de limão

Este GRANDE descobrimento veio connosco do Porto. Ontém estreámo-nos como cockteleiros e o Portonic adorou a Galiza. Bem-vindo ao meu mundo. Seremos amigos do peito.

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